domingo, dezembro 28, 2008

You're the voice (VII) - Especial NATAL

Depois de termos assistido a duas meninas bonitas a cantar Fairytale of New York numa versão acústica bem afinadinha e arrumadinha, eis que temos aqui o reverso da medalha. A jovem que vão ver a seguir propõe-se cantar o já clássico Last Christmas, mas a coisa não corre bem. É que, para nos aventurarmos numa empreitada desta natureza, há um requisito indispensável para o fazermos sem cairmos no ridículo: CONHECER A CANÇÃO. Digamos que sem esta condição, por muito bem desenhada que a nossa figura surja à frente da câmara, o resultado só pode ser desastroso. E a menina em causa bem o pode dizer, a avaliar pelos comentários na respectiva página do You Tube.

LARA LI (50)

Lara Li completa hoje 50 anos e o Queridos Anos 80 não podia deixar passar a data em claro. E por duas razões. Em primeiro lugar, porque Telepatia é uma das canções-chave que atravessa a música portuguesa da década de 80. E em segundo lugar, porque o país ainda deve o justo reconhecimento a uma das vozes femininas mais doces da sua música. Este texto também só é possível porque a Kimberly lembrou, no ano passado, numa caixa de comentários, a data do aniversário de Lara Li. Obrigado, Kim!

Lara Li começa por ser feliz no nome artístico que adopta - bonito, simples, catchy, e, acima de tudo, bastante musical. De nome verdadeiro Ilídia Maria Pires de Amendoeira, nasce em Lisboa, mas a sua infância e adolescência serão passadas em Moçambique. É mesmo lá, que, em 1975, se estreia com a edição do seu primeiro single. Até ao final da década de 70, edita apenas 45 rotações. O primeiro álbum data de 1981, chama-se Água Na Boca e inclui os temas Telepatia e O Rapaz Do Cubo Mágico que foram editados em single.

A parceira artística com Ana Zanatti e Nuno Rodrgigues é já evidente, com a primeira a ser responsável pelas letras e o segundo pela produção. O Rapaz Do Cubo Mágico contou também com a produção de Victor Perdigão e Danny Antonelli. Este último disponibiliza o tema no seu sítio oficial (ligação directa: aqui).

Em 1984, Lara Li edita o seu segundo longa-duração, intitulado Vem, o qual não obteve o sucesso do LP de estreia. Dois anos mais tarde, participa no Festival RTP da Canção, conquistando o Prémio de Interpretação com o tema Rapidamente, composto por Luis Represas e João Gil (A vencedora desta edição do festival é Dora, com Não Sejas Mau P'ra Mim).

O terceiro LP, e último, de Lara Li na década de 80 chega em 1988, intitulado Quimera. Trata-se de um longa-duração composto maioritariamente por versões de clássicos da música portuguesa, tais como Nem às Paredes Confesso, Quimera de Ouro, Barco Negro ou Sol de Inverno. Eu digo "maioritariamente" porque dele fazem parte os inéditos Jura da dupla Carlos Tê/Rui Veloso e Quarto Crescente de Ana Zanatti e Cris Kopke.

E sua actividade discográfica sofre um hiato até ao ano de 1995, em que é editado o quarto e último álbum de originais até à data. Intitulado Consequências, este álbum é dominado tanto ao nível da composição como da produção pela figura de Fernando Girão. A partir deste momento, Lara Li intensifica um conjunto de colaborações musicais tanto ao nível televisivo (telenovelas) como da beneficência (Pirilampo Mágico). É também, ocasionalmente, convidada de outros artistas nos seus trabalhos de estúdio ou espectáculos ao vivo. Recentemente vimo-la no programa Canta Por Mim, no qual interpretou Telepatia ao lado do locutor Júlio Magalhães. Por falar em Telepatia, gosto muito da versão que foi cantada no programa Operação Triunfo, há uns anos, pelos concorrentes Rui e Sofia.

Resta-me encerrar este artigo (não costuma ser tão longo no caso dos aniversariantes...) endereçando, mais uma vez, os parabéns a Lara Li e desejando que um dia possa regressar em força à música pop portuguesa. Parabéns!

sábado, dezembro 27, 2008

It's a kind of magic (XXII)

A magia da música ao vivo regressa em época natalícia ao Queridos Anos 80. Escolhi Gloria, canção do segundo álbum dos U2, October (1981), por se enquadrar precisamente na temática religiosa cristã que o mundo ocidental atravessa. Com várias referências bíblicas, este é um tema electrizante ao vivo, como podemos constatar no registo ao vivo Under a Blood Red Sky. Aqui, podemos vê-los em Dortmund, na Alemanha, num desempenho notável de energia e vitalidade. Do cabelo de Bono à camisa bem datada de Adam Clayton, estes são os U2 de outros tempos. Há quem diga que já não existem. O vídeo que podem ver a seguir é um momento mágico. Foi em 1984, na Alemanha.



PS - É de mim ou há uma menina com um capacete da construção civil no público?

segunda-feira, dezembro 15, 2008

You're the voice (VI) - especial NATAL

Aqui está um caso que que o talento coincide com o aspecto. Trago-vos estas duas bonitas meninas numa versão de Fairytale of New York, dos The Pogues (com Kirsty MacColl). As vozes conjugam-se perfeitamente, o arranjo da guitarra é simples, mas eficaz. Uma bonita versão para este já clássico de Natal, de 1987.

quarta-feira, dezembro 10, 2008

DIA MUNDIAL DOS DIREITOS DO HOMEM

Mesmo que a História nada nos tenha ensinado.





History Will Teach Us Nothing (1987)

If we seek solace in the prisons of the distant past
Security in human systems we're told will always always last
Emotions are the sail and blind faith is the mast
Without the breath of real freedom we're getting nowhere fast

If God is dead and an actor plays his part
His words of fear will find their way to a place in your heart
Without the voice of reason every faith is its own curse
Without freedom from the past things can only get worse

Sooner or later
Sooner or later
Sooner or later
Sooner or later

Our written history is a catalogue of crime
The sordid and the powerful, the architects of time
The mother of invention, the oppression of the mild
The constant fear of scarcity, aggression as its child

Sooner or later
Sooner or later
Sooner or later
Sooner or later

Convince an enemy, convince him that he's wrong
Is to win a bloodless battle where victory is long
A simple act of faith
In reason over might
To blow up his children will only prove him right
History will teach us nothing

Sooner or later just like the world first day
Sooner or later we learn to throw the past away
Sooner or later just like the world first day
Sooner or later we learn to throw the past away
Sooner or later we learn to throw the past away

History will teach us nothing
History will teach us nothing

Know your human rights
Be what you come here for
Know your human rights
Be what you come here for
Know your human rights
Be what you come here for
Know your human rights
Be what you come here for

PAUL HARDCASTLE (51)

Ora aqui está um dos maiores fenómenos musicais do ano de 1985. E aparentemente sem grande esforço. À custa da guerra do Vietname, da voz do locutor Peter Thomas e de uma melodia criada por Mike Oldfield, Paul Hardcastle saltou para os primeiros lugares das tabelas de vendas mundiais com 19, a canção que nos levou a repetir até à exaustão "na-na-na-na-na-na-na-na-naintin". Longe vão os tempos da ribalta, e Hardcastle dedica-se agora ao jazz, acompanhado pela sua filha, a giraça Maxine Hardcastle. Hoje, o papá faz anos. Parabéns!

sexta-feira, dezembro 05, 2008

45 rotações (I)

Luis Filipe Barros
Os Lusitansos (1983)

Luis Filipe Barros é um dos principais ícones da rádio dos anos 80. Foi através de programas como Rock Em Stock ou Ondas Luisianas que toda uma geração pôde estar a par do que de melhor de fazia lá fora no âmbito da música rock. Criou-se o culto e o culto sobreviveu à passagem do tempo. Luis Filipe Barros mantém a actividade com o seu Ondas Luisianas, na Antena 1.

O motivo pelo qual trago este senhor da rádio ao QA80 é o single que gravou em 1983. Com o título Os Lusitansos, Barros entrava pelos domínios do rap, assinando uma das críticas mais mordazes que a música portuguesa conheceu até hoje. Tendo como pano de fundo musical o Rapper's Delight dos Sugarhill Gang, este single apresenta na capa (da responsabilidade de Paulo Roberto Araújo) um quadro em BD cheio de pormenores deliciosos sobre a História de Portugal, incluindo a situação política de então. Podemos ver um Mário Soares punk e a sua MS Band ao som de "Say you want a revolution...", um Mota Pinto motoqueiro ao som de "I'm the leader of the gang", um D. Sebastião cavalgando por entre o nevoeiro ao som de "I face the rains down in Africa..." ou o Zé Povinho a engraxar os sapatos do FMI. A letra é da autoria de Luis Filipe Barros e está simplesmente fabulosa.





Senhores professores de História e Português, aqui têm um excelente texto/canção para motivar os vossos alunos!

segunda-feira, dezembro 01, 2008

Sétima Legião: Noutro Lugar / Sem Ter Quem Amar (ao vivo)

Este é mais um capítulo da saga "Sétima Legião ao vivo no Pavilhão Carlos Lopes em 1990". Desta vez, são as canções que abriram o concerto: Noutro Lugar e Sem Ter Quem Amar. Tenho recebido inúmeras solicitações no sentido de continuar a colocar no You Tube as canções deste concerto, que, um dia, me lembrei de gravar no velhinho VHS da sala de estar da casa dos meus pais. Mal eu adivinhava que um dia iria proporcionar a tantos fãs como eu da Sétima Legião a alegria de verem e ouvirem uma das bandas mais apaixonantes que a música portuguesa nos deu nos anos 80. Já fiz aqui o apelo, mas nunca é de mais repeti-lo: para quando a edição deste concerto em DVD? Com tanta coisa a ser recuperada hoje em dia o que faltará para que este fabuloso concerto da Sétima Legião veja a luz do dia num formato decente? Srs da RTP, digam qualquer coisa! Srs. Ricardo Camacho, Pedro Oliveira, Rodrigo Leão, não acham que é altura de darem uma grande alegria aos vossos fãs de sempre?

sábado, novembro 29, 2008

Kim Wilde: a preferida é "You Came"

A sondagem para a eleição da música de Kim Wilde preferida terminou e em primeiro lugar ficou You Came, a canção extraída do álbum Close (1988), cujo single chegou ao terceiro lugar da tabelas de vendas britânica. Lançado no verão de 1988, enquanto Kim Wilde fazia as primeiras partes da digressão europeia de Michael Jackson, You Came não obteve o mesmo sucesso nos EUA. Em 2006, Kim Wilde regravou o tema e lançou-o como single do álbum Never Say Never, editado em vários países europeus, mas não no Reino Unido.

Após 46 cliques, eis o resultado final:

1. you came - 13 (28%)
2. kids in america - 12 (26%)
3. cambodia - 11 (23%)
4. you keep me hangin' on - 6 (13%)
5. four letter word - 2 (4%)
6. chequered love e view from a bridge - 1 (2%)

terça-feira, novembro 25, 2008

AMY GRANT (48)

Ainda hoje me penitencio por ter esquecido Amy Grant na eleição You Spin Me Round. Esta querida não merecia. A Wikipedia fala dela como a "best-selling Contemporary Christian Music recording artist of all time". Para mim, ela é a miúda gira que canta The Next Time I Fall (1986) com Peter "Chicago" Cetera.




Como faz hoje 48 anos e está tão bem conservadinha, acho que merece esta recordação:



PS - No próximo Carnaval, apetecia-me ir de Peter Cetera.

sexta-feira, novembro 21, 2008

Novo teledisco: THE BOLSHOI - TV Man

Hoje celebra-se o Dia Mundial da Televisão, instituído pelas Nações Unidas em 1996. A caixinha que mudou o mundo, a quem a música pop dos anos 80 tanto deve (e vice-versa), não passa despercebida à arte compositiva de alguns músicos que a ela dedicam algumas linhas das suas canções, quando não mesmo toda a canção. É o caso dos Bolshoi, banda que goza de um cantinho especial no coração do QA80. Em 1987, incluída no álbum Lindy's Party, surgiu esta TV Man. É este o teledisco que se apresenta na barra lateral e que por ali vai ficar durante os próximos dias.


A letra, escrita pelo vocalista Trevor Tanner:

T.V. MAN (Lindy's Party, 1987)

Wake up, switch on
I eat my breakfast and the picture goes wrong
Give it a slap, give it a jog
I better hurry or I'll miss the epilogue
Ride high, without a saddle
Down the rapids on a boat without a paddle
I am the scourge of the high seas
Just you watch 'em running
when they hear about me

One, two, three... Hail T.V.
Watching Dirty Harry made a man of me
Here I stand, T.V. Man
I've got all the angels eating out of my hand...
I've got good, bad and ugly traits
But even Dirty Harry was allowed to make mistakes...

Knock, knock, there's someone at the door
I can't imagine, I can't imagine
I can't imagine what they come around here for...
Coule be the rent... Or H.P.
Whatever it is they gonna bleed me
I've got no money... Nothing to borrow
Just you go away now, don't come back tomorrow

One, two, three... Hail T.V.
Watching Dirty Harry made a man of me
Here I stand, T.V. Man
I've got all the angels eating out of my hand...
I've got good, bad and ugly traits
But even Dirty Harry was allowed to make mistakes...

It's so hot here under the sun
Just him and me
And a couple of six guns
I look at him
He looks at me
Out come the guns
Who will it be...

One, two, three... Hail T.V.
Watching Dirty Harry made a man of me
Here I stand, T.V. Man
I've got all the angels eating out of my hand...
I've got good, bad and ugly traits
But even Dirty Harry was allowed to make mistakes...

segunda-feira, novembro 17, 2008

Sweet dreams are made of this - 21/Nov - W (Lisboa)

Recebi um e-mail do Paulo Ferrão solicitando a divulgação de uma festa revival 80s cujo lema (ou subtítulo) será "Sweet dreams are made of this". É com muito gosto que o faço até porque estão em causa valores humanos essenciais. Passo a transcrever o e-mail:


"Queria pedir-lhe se poderia anunciar no seu prestigiado blog uma festa 80´s revival, com o subtítulo “Sweet dreams are made of this”. Esta festa vai acontecer na sexta feira 21 Novembro no W, ex- Alcântara Mar, e é co-organizada por duas estruturas: elementos da rede de talento Português The Star Tracker, e a “Terra dos sonhos”, uma instituição de cariz social que se dedica a realizar sonhos de crianças com doenças crónicas ou em fase terminal. Metade das receitas da festa vão reverter para essa instituição.

Como motivos extra gostava de destacar os djs: Rui Pragal da Cunha (Heróis do Mar), Paulo Ferrão e Bruno Freitas –TST´s-. Alem de muitas surpresas.

Assim convido todos os leitores do blog a participarem na festa onde alem de se divertirem poderão ajudar à realização de um sonho de uma criança. Para tal basta que transfiram 10 euros para o NIB: 0007 0000 0061 8274 1212 3, com o respectivo comprovativo de pagamento enviado para o e-mail:
tsteighties@gmail.com e desta forma assegurarem a entrada.

Obrigado

Paulo Ferrão"


Pois então, pessoal dos 80s alfacinha, sexta-feira já sabem onde se podem divertir... e contribuir para uma boa causa.

Duel (IX): The Smiths vs. The Cure - ENCERRADO

A votação já encerrou há uns dias, mas só hoje posso vir aqui fechar oficialmente a coisa. O tempo para actualizar o blogue não é muito... Este foi provavelmente o duel mais disputado de sempre, numa luta renhida pela vitória que só ficou conhecida no último dia. Os The Smiths levaram a melhor sobre os The Cure por 2 votos, mas poderia ter sido ao contrário. Curiosamente, só depois do encerramento das urnas é que me dei conta que não votei, e a minha preferência, apesar de amar as duas bandas, iria para... os The Cure. Obrigado a todos pelos 70 cliques, dos quais a banda de Morrissey obteve 36.

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Duas bandas-referência da música de qualidade dos anos 80. Dois vocalistas do mais carismático que pode haver. O duel que o QA80 propõe coloca frente a frente os The Smiths e os The Cure. Para mim será sempre uma escolha problemática. Digamos que se a minha sobrevivência dependesse de abdicar de uma delas, morreria de desgosto antes de escolher... Para ilustrar, dentro do possível, a textura musical das bandas de Morrissey e Robert Smith escolhi cinco canções de cada que podem ser escutadas na barra lateral. Mesmo aqui o dilema da escolha musical é tarefa ingrata. Agora cabe-vos a vós escolher. É na barra lateral. Obrigado pela participação!

segunda-feira, novembro 10, 2008

You're The Voice (V)

O duel The Smiths/The Cure está ao rubro. E você, já votou? Está indeciso? Não pensa noutra coisa durante o dia? Não se preocupe, o Queridos Anos 80 vai ajudá-lo a resolver este dilema. A rubrica You're The Voice traz hoje aqui um senhor que decidiu partilhar com todo o mundo as suas interpretações de There Is A Light That Never Goes Out e Inbetween Days. Para ver com atenção e decidir. Não se deixe influenciar pela camisa do senhor.

domingo, novembro 09, 2008

A Minha Geração: os anos 80 na RTP

O programa da RTP A Minha Geração da semana passada teve como pano de fundo os anos 80. Com apresentação de Catarina Furtado - cuja roupa, já agora, lhe assentou muito bem... - o programa trouxe a Portugal Samantha Fox. Ora, que dizer da actuação da pequenita que traz boas recordações a qualquer rapaz adolescente dos anos 80 (não necessariamente pela música...)? Surpreendeu ao surgir a cantar ao vivo (Touch Me e Nothing's Gonna Stop Me Now), apenas em playback intrumental. Arriscou... e perdeu, porque expôs fragilidades vocais que já conhecíamos. Aos 42 anos, Sam Fox (que foi recentemente eleita pelos leitores do Daily Star como a melhor page-three pin up de sempre) tenta manter-se à superfície da indústria musical, mas o melhor que consegue são estas actuações televisivas em países europeus de "segunda linha".

O programa recuperou ainda Maria Armanda, cuja actuação satisfez a curiosidade de quem sempre se interrogou sobre o que era feito da pequenita que viu um sapo. A Maria não desafinou e o Coro de Santo Amaro de Oeiras portou-se bem. A terceira vedeta da noite foi a rockeira Adelaide Ferreira que recuperou o single de 1982, Bichos. Uma força da natureza, Adelaide continua em forma e com um vozeirão de meter qualquer Samantha Fox no bolso.

Os vídeos destas actuações estão na página do Queridos Anos 80 no You Tube. Para não dizerem que vão daqui sem nada, deixo-vos com Touch Me, de Samantha Fox.

quarta-feira, novembro 05, 2008

MIKE SCORE (51)

O vocalista dos A Flock Of Seagulls, a banda mais "espacial" dos anos 80, faz hoje 51 anos . Mike Score, o homem com o penteado mais louco da década, continua em actividade com a banda, mas com um line-up diferente pois ele é actualmente o único membro fundador. Apesar do esforço da VH1 para os reunir há quatro anos, conseguido, diga-se, parece que a experiência se ficou apenas por isso mesmo... uma experiência. Uma das curiosidades que esse programa revelou foi a forma como nasceu o penteado louco de Score. Parece que, um certo dia, ele estava a tentar levantar todo o cabelo para ficar ao estilo da personagem Ziggy Stardust, de David Bowie, quando o baixista, Frank Maudsley, lhe pôs a mão na cabeça, baixando o cabelo no meio, mas deixando-o no ar dos lados. Nascia assim um penteado mítico. De resto, o programa mostrou que Mike Score já não tem a voz de outros tempos... e é dono de um carácter "difícil". Ou então há ali feridas passadas difíceis de curar entre ele o o irmão, o baterista Ali Score.

segunda-feira, novembro 03, 2008

It's a kind of magic (XXI)

Do Brasil chega uma das canções mais bonitas de sempre. O seu nome é Aquarela e nela tudo é perfeito, desde a melodia ao texto passando pela voz de contador de histórias de Toquinho. Não sou um grande conhecedor da música popular brasileira, mas esta canção emociona-me sempre que a ouço. A actuação que podem visualizar a seguir aconteceu no Japão e conta com a participação do saxofonista japonês Sadao Watanabe. Prefiro a versão de estúdio, na qual a voz de Toquinho surge mais suave, mas de qualquer maneira vale a pena assistir a este momento ao vivo. A transmissão apresenta a tradução da letra para o idioma local. O vídeo que podem ver a seguir é um momento mágico. Foi em 1986.



Momentos mágicos anteriores:
mike scott kim wilde wham milli vanilli bonjovi phil collins eurythmics new order duran duran bauhaus peter murphy band aid sabrina cure depeche mode sétima legião u2 classix nouveaux bruce springsteen duran duran

domingo, novembro 02, 2008

QA80 - 5 anos

Dia 2 de Novembro de 2003, um domingo, o Queridos Anos 80 vê a luz do dia. Desde então, e após 903 artigos e 3651 comentários, o que me apetece dizer é que este blogue é aquilo que eu imaginei que ele fosse. Obrigado a todos.

sábado, novembro 01, 2008

QUERIDOS ANOS 80 - Radio Bar - É hoje!



É já no próximo sábado que o mundo assistirá ao regresso das noites Queridos Anos 80. Dia 1 de Novembro, o RADIO Bar receberá os sons da década dourada da pop, na sua 16ª edição, uma edição muito especial ou não se comemorassem cinco anos sobre o primeiro post deste blogue. Sim, já passaram 5 anos! Por isso estão todos convidados a aparecer, no RADIO Bar, junto à Alfândega do Porto. O Ivo T e o tarzanboy esperam por vós para mais uma noite memorável!

Rest In Peace (2)

Um estudo do ano passado da Universidade John Moores, em Liverpool, concluiu que os artistas pop-rock têm duas vezes maior probabilidade de morrer do que o comum dos mortais da mesma idade. Este estudo não fez mais do que confirmar o aforismo Live Fast, Die Young, que tantas vezes serviu de justificação (ou atenuante...) para desaparecimentos prematuros dos nossos ídolos da música. Entenda-se aquele "Live Fast" como um conjunto de situações que levaria os nossos pais a pôr-nos fora de casa. Há mais curiosidades neste estudo, como por exemplo o facto de os artistas norte-americanos morrerem, em média, aos 42 anos, enquanto que os europeus o "fazem" aos 35...

O Queridos Anos 80 já dedicou um artigo a todos os falecidos cuja música teve papel relevante nos anos 80. Alguns vêm dos anos 70 e até 60, é certo, mas ainda "deram uma perninha" com sucesso nos eighties. O vídeo que podem visualizar a seguir é uma forma mais digna de os homenagear. Em baixo, a lista por ordem de aparição e a respectiva causa de morte (fonte: Wikipedia).




Adrian Borland (The Sound) - Suicídio, saltando para a frente de um comboio (1999)
Andy Gibb - Inflamação do músculo cardíaco, causada por infecção. As drogas e o álcool ajudaram (1988)
António Variações - Pneumonia agravada pela SIDA (1984)
Carlos Paião - Acidente de automóvel (1988)
Cliff Burton (Metallica) - Acidente de autocarro (1986)
Dusty Springfield - Cancro na mama (1999)
Eric Carr (Kiss) - Cancro no coração (1991)
Falco - Acidente de automóvel (1998)
Freddie Mercury (Queen) - Pneumonia agravada pela SIDA (1991)
Grant Mclennan (The Go-betweens) - Enfarte do miocárdio (2006)
Ian Curtis (Joy Division) - Suicídio por enforcamento (1980)
James Brown - Complicações cardíacas motivadas por pneumonia (2006)
Jam-Master Jay (Run DMC) - Assassinado (2003)
Jimmy Mcshane (Baltimora) - SIDA (1995)
Joe Strummer (The Clash) - Problemas cardíacos congénitos (2002)
John Lennon - Assassinado (1980)
Karen Carpenter (The Carpenters) - Complicações cardíacas motivadas por anorexia nervosa (1983)
Kirsty Maccoll - Atingida por um barco a motor enquanto fazia mergulho (2000)
Laura Branigan - Aneurisma cerebral (2004)
Marvin Gaye - Assassinado pelo pai (1984)
Maurice Gibb (Bee Gees) - Complicações no intestino (2003)
Melanie Appleby (Mel & Kim) - Pneumonia agravada por cancro na espinal medula (1990)
Michael Hutchence (INXS) - Possível suicídio por asfixia (1997)
Ofra Haza - Pneumonia agravada pela SIDA (2000)
Pete de Freitas (Echo & The Bunnymen) - Acidente de mota (1989)
Peter Tosh - Assassinado (1987)
Ramones
- Joey: Linfoma (2001)
- Johnny: Cancro na próstata (2004)
- Dee Dee: Overdose de heroína (2002)
Robert Palmer - Enfarte do miocárdio (2004)
Rob Pilatus (Milli Vanilli) - Overdose de medicamentos (1998)
Roy Orbison - Enfarte do miocárdio (1988)
Steve Clark (Def Leppard) - Possível suicídio com anti-depressivos, analgésicos e álcool (1991)
Stiv Bators (Lords Of The New Church) - Complicações decorrentes de atropelamento (1990)
Stuart Adamson (Big Country) - Suicídio por estrangulamento (2001)

segunda-feira, outubro 27, 2008

Memórias do Rock Português, de Aristides Duarte

Finalmente deitei a mão ao magnífico livro de Aristides Duarte, Memórias do Rock Português, neste caso, a 3ª edição (parece que o autor tem prevista a edição de um 2º volume com informação totalmente inédita). Esta é a grande enciclopédia do rock feito em Portugal, ou, se quiserem, da música moderna portuguesa, como era denominada nos anos 80. Para além de inúmeras biografias de bandas e artistas portugueses, Aristides Duarte dá-nos a conhecer a evolução da música pop/rock em Portugal, desde os primórdios - anos 60 - até aos nossos dias, em cinco capítulos: 1- No princípio era o "yé yé"; 2- Os anos 70; 3- O boom do Rock português; 4- Os anos 90; 5- O século XXI. O livro está ainda enriquecido com entrevistas, memorabilia, dezenas de fotografias e ainda uma "Discografia Básica do Rock Português". Penso que o facto de se tratar de uma edição de autor trouxe algumas limitações à vertente gráfica/estética (ou formal) do livro, mas, neste caso, independentemente da forma, esta é uma obra que vale bem o conteúdo. Um obrigado ao Aristides Duarte por preencher esta lacuna! E, já agora, uma visitinha regular ao Rock em Portugal é obrigatória...

quinta-feira, outubro 16, 2008

It's a kind of magic (XX)

Se os Wham o fizeram, porque não haveriam os Duran Duran de o fazer? Refiro-me aos anúncios publicitários que, em meados dos anos 80, alguns dos maiores nomes da música pop gravaram para a televisão japonesa. Neste caso, Simon LeBon e companhia surjem num anúncio ao whisky Suntory Q. Não se percebe muito bem o enquadramento da banda no anúncio, nem sequer a opção estranha, digo eu, de lhes dar aquele ar de cabeçudos. E aquelas bonecas de porcelana dão-me arrepios! Uma coisa é certa: os japoneses devem ter pago muito bem para os rapazes aceitarem aparecer naquela figura, e a dobrar, uma vez que foram gravados dois anúncios. Salvam-se as músicas: Is There Something I Should Know e The Reflex. Os vídeos que se seguem são momentos mágicos. Foi algures na década de 80.



Momentos mágicos anteriores:
mike scott kim wilde wham milli vanilli bonjovi phil collins eurythmics new order duran duran bauhaus peter murphy band aid sabrina cure depeche mode sétima legião u2 classix nouveaux bruce springsteen

terça-feira, outubro 14, 2008

E o Miko respondeu!

A propósito do texto sobre Miko Mission, decidi escrever-lhe um e-mail que dizia o seguinte:
Hello, Miko!

I am a Portuguese fan of the italo-disco scene from the 80s and I run a weblog about the music of the 80s. I just published a text about the great Miko Mission, who had a huge amount of success in Portugal back in the 80s. I would like you to write some words to your fans in Portugal and talk about your plans and projects! Thank you!

By the way, you can visit my weblog in
www.queridosanos80.com.

Ciao!
tarzanboy
E não é que o grande Miko Mission respondeu? Alguém sabe italiano? :)
CIAO ho visto con piacere il tuo messaggio ti ringrazio saprai sicuramente che e' uscito il nuovo singolo di MIKO MIssion "thinking of you" un saluto a tutti gli amici portoghesi e un abbraccio affettuoso a tutti ciao a presto!! MIKO
É caso para dizer: grazie, Miko!

domingo, outubro 12, 2008

Miko Mission

Há várias razões para se falar de italo-disco (ou euro-disco, numa designação mais abrangente), no Queridos Anos 80. Em primeiro lugar, porque nenhum outro estilo musical se enquadra tão bem temporalmente na década de 80 como este. O italo-disco nasceu, viveu e morreu nos anos 80. Em segundo lugar, porque o italo-disco foi importante na década de 80, reflectindo uma maneira própria de fazer música, de a cantar, e até de a dançar. Em terceiro lugar, porque, tal como o disco-sound dos anos 70, o italo-disco (ou euro-disco) motivou as mais extremas reacções: da veneração ao ódio puro e duro, ninguém lhe ficou indiferente. Em último lugar, porque tenho tido, ao longo destes quase cinco anos de QA80 diversas solicitações por e-mail ou através da caixa de conversa da barra lateral no sentido de falar de artistas ligados a este género musical. É neste sentido que trago aqui Miko Mission.

O seu nome verdadeiro é Pier Michele Bozzetti e é italiano. A sua actividade musical começou em 1964, ano em que, sob a designação de Don Miko, editou o single Gente...che ragazza!. Desde então, e ao longo das décadas de 60 e 70 afirmou-se como um dos mais cotados cantores italianos (para consumo interno), tendo participado em duas edições do Festival de Sanremo. Como curiosidade, refira-se que, em 1966, gravou uma versão italiana de Michelle, dos Beatles.

Nos anos 80, Pier Michele Bozzetti decide enveredar pelos caminhos da música de dança cantada em inglês, entrando para o vasto grupo de cantores italianos que haveriam de ser o rosto do tal italo-disco. Em 1984, conquistou as pistas de dança europeias com o tema How Old Are You, seguindo-se The World Is You, canção de que guardo mais recordações devido ao teledisco que passava constantamente no Top Disco, da RTP. Outros temas gravados por Miko Mission, durante os anos 80, foram: Two for love (1985), Strip tease (1986), Toc toc toc/I Like A Woman's Heart (1987), I believe (1988), One step to heaven (1989), Rock me round the world (1989) e I can fly (1994). Miko Mission apostava vidualmente num look que assentava em quilos de maquilhagem. A figura fazia lembrar um actor de teatro de cabaret, por vezez um mimo.

Nos anos 90, recuperou a designação Don Miko e é com ela que, até hoje, mantém a actividade musical com concertos. Podemos vê-lo, a actuar ao vivo (provavelmente em playback) nesta festa dos anos 80, na Holanda, em 2005. Aqui podemos ouvir as primeiras canções de Don Miko, ainda nos anos 60. No

quinta-feira, outubro 09, 2008

Novo teledisco: JOHN LENNON - Just Like Starting Over

Just Like Starting Over foi o primeiro single a ser retirado do álbum Double Fantasy, de John Lennon, e foi lançado dois meses antes da sua morte. Duas semanas após o assassinato do ex-Beatle, o single ressuscitou e chegou ao primeiro lugar das tabelas de vendas americana e britânica. Hoje, se fosse vivo, John Lennon completaria 68 anos, por isso trago aqui o teledisco deste tema, realizado por Joe Pitka, postumamente, em 2000. Para ver na barra lateral.

quinta-feira, outubro 02, 2008

STING (57)

The Dream Of The Blue Turtles (1985) e ...Nothing Like The Sun (1987) são os dois álbuns gravados por Sting, a solo, nos anos 80. Pode dizer-se que foi um (re)começo em grande após a dissolução dos The Police. Os álbuns venderam muito bem dos dois lados do Atlântico e algumas das canções incluídas nesses LPs ficaram como referências musicais da década. Estou a referir-me, por exemplo, a If You Love Somebody Set Them Free, Fortress Around Your Heart, Russians, Englishman In New York ou Fragile. Sting pode não ser o tipo de intérprete/frontman que desperte grandes emoções (falo por mim...), mas a sua música fica sempre bem em casa numa reunião de amigos. De nome verdadeiro Gordon Sumner, este senhor, especialista, ao que dizem, em sexo tântrico, completa hoje 57 anos. Parabéns!

MIKE RUTHERFORD (58)

Sinceramente, nunca prestei grande atenção ao trabalho dos Genesis, mas esse facto não impede que justiça seja feita a um dos seus fundadores, Mike Rutherford, um autêntico homem dos sete ofícios. Passo a explicar: fundou os Genesis ainda nos anos 60, assumindo as funções de baixista, guitarrista (doze cordas) e coros. Depois assumiu definitivamente a guitarra, após a saída de Steve Hachett. Em 1980 e 1982 gravou dois álbuns a solo, Smallcreep's Day e Acting Very Strange, respectivamente. Em 1985, durante mais uma pausa dos Genesis, fundou os Mike And The Mechanics, cujas marcas principais nos anos 80 ficam a cargo de Silent Running, All I Need Is A Miracle e o êxito estrondoso The Living Years. Quanto aos Genesis, Invisible Touch terá sido o momento mais alto da banda nos anos 80. Mike Rutherford tem ainda direito a destaque, hoje, no QA80, porque faz 58 anos. Parabéns!

quarta-feira, outubro 01, 2008

1 de Outubro - Dia Mundial da Música

A Música é uma das minhas grandes paixões. Tenho pena de não saber tocar qualquer instrumento, mas ainda não perdi a esperança. A Música foi também o que me levou a criar o Queridos Anos 80. Em boa hora o fiz, porque encontrei muita coisa que me passou ao lado enquanto adolescente, recuperei sons que se tinham apagado da minha memória, conheci pessoas que valem muito a pena, diverti-me, escrevi, ouvi. Devo, então, agradecer a ela, à Música, que hoje vê reconhecido todo o seu esplendor, no Dia Mundial da Música.

A este propósito, partilho convosco aqueles que são, talvez, os meus dez álbuns preferidos dos anos 80. Digo "talvez" porque se refizer esta lista amanhã ou daqui a uma semana ou um mês, talvez ela surja modificada. E ainda bem. A Música é assim!


Sem ordem de preferência:
echo & the bunnymen - ocean rain
the sound - from the lions mouth
the smiths - the queen is dead
the jesus and mary chain - darklands
everything but the girl - baby the stars shine bright
pixies - doolittle
the cure - the head on the door
the cult - love
the mission - god's own medicine
depeche mode - music for the masses

domingo, setembro 28, 2008

Novo teledisco: ERIC CLAPTON - It's In The Way That You USe It


A morte de Paul Newman resgata The Color Of Money, filme que lhe trouxe o Oscar para Melhor Actor Principal. Contando ainda com Tom Cruise e Mary Elisabeth Mastrantonio, The Color Of Money é um dos grandes filmes de Martin Scorcese (ele terá filmes menores?). A canção principal da banda sonora é o novo teledisco que se apresenta na barra lateral: Eric Clapton, It's In The Way That You Use It. Realizado por Oley Sassone, este é o típico teledisco de banda sonora para cinema, apresentando o artista intercalado com cenas do filme. É bom recordar The Color Of Money. É bom recordar Paul Newman.

JENNIFER RUSH (48)

´Cause I'm your lady and you are my man (Porque eu sou a tua moça e tu és o meu gajo) é provavelmente uma das frases mais conhecidas da música-para-constituir-família que os anos 80 nos deixaram. Sem querer agora avaliar a eficácia da canção para tão nobre objectivo, importa dizer que, quando saiu, em 1985, The Power Of Love tornou-se rapidamente no single mais vendido de sempre de uma cantora a solo na história da indústria discográfica britânica. Teve direito a figurar no livro dos recordes e tudo, e só em 1992 foi destronado por uma tal Whitney Houston (I Will Always Love You). A importância desta canção pode ser ainda atestada através das muitas versões gravadas por outros artistas. Os Air Supply tiveram a distinta lata de a gravar ainda no mesmo ano do lançamento do original, tendo, obviamente, a preocupação de alterar os pronomes pessoais no refrão (o mesmo fez Michael Crawford na sua versão de 1993). Dois anos mais tarde foi a vez de Laura Branigan se aventurar e, em 1994, Celine Dion gravou ela mesma uma versão da canção que obteve muito sucesso por todo o mundo. O mais engraçado no meio disto tudo (e que acaba por não ter piada nenhuma) é que consegui chegar ao fim do texto sem referir o nome da mulher que compôs e deu voz a esta balada (cujo teledisco já passou pela barra lateral). Chama-se Jennifer Rush e hoje faz 48 anos (o seu botox é mais recente). Parabéns!

JIM DIAMOND (55)

O homem de I Should Have Known Better faz hoje 55 anos e o Queridos Anos 80 não podia passar sem a justa referência a Jim Diamond, que passou pelos 80s com alguma notoriedade. Primeiro através da banda PhD e do tema I Won't Let You Down. Depois, com a balada já referida no início. E, finalmente, com Hi Ho Silver, o tema-título para a série Boon. Tudo o que há para saber sobre Diamond, aqui.

sexta-feira, setembro 26, 2008

Playlist temática: Dia Europeu das Línguas

No Dia Europeu das Línguas, para ouvir na radio.blog uma playlist de canções cantadas na língua materna de alguns países da Europa. Proponho uma espécie de inter-rail musical. Vamos aprender línguas?

1. Partimos de Portugal na companhia da Sétima Legião com o belíssimo Por Quem Não Esqueci. Um hino à saudade.

2. Atravessamos a fonteira e, aqui ao lado, ninguém melhor do que os La Frontera para nos delisiarem com El Límite, canção despudoradamente pop. Javier Andreu ao leme.

3. Atravessamos os Pirinéus e paramos em França, onde Desireless canta o melodioso e sempre dançável Voyage Voyage. Nem de propósito.

4. Antes de subirmos ao norte da Europa, fazemos um pequeno desvio até Itália, onde Francesco Napoli canta Balla Balla, um ícone do italo-disco, género que fez furor em muita pista de dança (e que não dava grande trabalho a misturar...)

5. Depois de Itália, a Alemanha ali tão perto (é só saltar por cima da Suiça ou da Áustria), onde vamos encontrar Nena e os seus 99 Luftballoons.

6. Finalmente, chegamos A Inglaterra, onde somos recebidos pelos Culture Club e o seu Do You Really Want To Hurt Me?

terça-feira, setembro 23, 2008

It's A Kind Of Magic (XIX)

Bruce Springsteen faz goje 59 anos e eu lembrei-me de Fire, o single que faz parte da minha colecção e que apresenta um magnífico registo da canção ao vivo. Esta música foi escrita pelo próprio Springsteen, mas esteve para ser entregue a Elvis Presley (sim, eles foram contemporâneos...). Outros acabaram por gravá-la, e foi só em 1987, aquando da edição de Live/1975-85, que o Boss decidiu editá-la em single. O vídeo que trago hoje aqui mostra Springsteen, Nils Lofgren e Danny Federici (o teclista que faleceu em Abril deste ano) em palco. A canção tem uma grande carga sexual implícita, facto que o Boss se encarrega de demonstrar. O vídeo que se segue é um momento mágico. Foi em 1987.



Momentos mágicos anteriores:
mike scott kim wilde wham milli vanilli bonjovi phil collins eurythmics new order duran duran bauhaus peter murphy band aid sabrina cure depeche mode sétima legião u2 classix nouveaux

domingo, setembro 21, 2008

toques free! toques free!

A sondagem para o melhor toque acabou com um empate entre Open Your Heart, dos Human League, e All Night Long, de Peter Murphy. Com o encerramento da sondagem, os toques deixam também de estar disponíveis para download. Obrigado a todos pela participação!

1º lugar: human league (open your heart) e peter murphy (all night long) - 8 (22%)
3º lugar: a flock of seagulls (wishing) - 6 (16%)
4º lugar: men without hats (safety dance) e propaganda (duel) - 5 (13%)
6º lugar: gazebo (i like chopin) - 4 (11%)

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Por falar em toques de telemóvel, os artistas estão a acordar para a quantia exorbitante que lhes está a passar ao lado dos bolsos. Enquanto as empresas de toques vão amealhando uma fortuna à custa de muito teenager inconsciente (e não só...), os artistas, aqueles que tornaram tudo possível não vêem cheta. Se cada um de nós fizesse o seu próprio toque de telemóvel, o mundo seria mais feliz, e Dave Stewart não teria de se preocupar. O meu toque é este, há já bastante tempo, mas o primeiro que fiz foi este. Hoje decidi fazer mais quatro e partilhá-los convosco. Quem quiser aproveitar, está à vontade, mas depois tem de dizer às pessoas que vão dizer "Ah, tens um toque tão giro!" que "foi o tarzanboy que fez". Estamos entendidos? Só mais uma coisita: escolham o vosso preferido e votem aqui ao lado na barra lateral. E agora, toca a a downloadar:

men without heads - safety dance
a flock of seagulls - wishing
propaganda - duel
the human league - open your heart
peter murphy - all night long
gazebo - i like chopin

...e para sms: tears for fears - shout

quinta-feira, setembro 18, 2008

Festa "I Love 80's" - Radio Bar - Sábado, 20/09

Quem já andava a ressacar por uma noite de regresso à década dourada da pop pode finalmente assegurar a sobrevivência para os próximos tempos. Ela aí está, no próximo sábado (20), no Radio Bar, a festa "I Love 80's", um evento que o Radio assegura mensalmente e que, desta vez, contará com a presença do tarzanboy, aquele gajo do blogue QA80, não sei se estão a ver. A missão é dura, mas não utópica: recuperar os grandes sons dos anos 80 para vos proporcionar uma noite intensa.

Para quem não conhece o Radio Bar, (fica junto ao edifício da Alfândega do Porto, na Rua de Miragaia), este é um bar também ele de inspiração retro, com vinis e outros artefactos a decorarem o espaço. Até sábado!

domingo, setembro 14, 2008

ZÉ PEDRO (52)

Falar dos Xutos & Pontapés é falar da maior banda portuguesa de sempre. Falar de Zé Pedro é falar de uma das personalidades mais carismáticas da nossa música. Não o vejo como uma estrela, mas antes como um homem simples que adora tocar guitarra em cima do palco. Eu, que já acompanhei os Xutos em cerca de meia centena de concertos, preservo esta imagem há 22 anos, quando os vi pela primeira vez ao vivo, no Teatro Universitário do Porto, em 1986. A história de Zé Pedro é a história dos Xutos, desde o ano longínquo de 1978 até presente. Trinta anos de rock, de comunhão com os fãs, de alegrias, por vezes de vida malvada. Zé Pedro é também um sobrevivente aos excessos que o mundo do rock por vezes coloca no caminho dos músicos. Hoje, Zé Pedro completa 52 anos. Parabéns!


sexta-feira, setembro 05, 2008

Sétima Legião - Glória (ao vivo)

Continuamos a saga Sétima Legião ao vivo no Pav. Carlos Lopes, em 1990, um concerto transmitido pela RTP2 que eu tive a feliz ideia de gravar em VHS. 18 anos depois, aqui está ele, aos bocadinhos... Acabei de adicionar à página do QA80 no You Tube o vídeo de Glória, o primeiro single do grupo, cuja letra é da autoria de Miguel Esteves Cardoso. Nesta actuação, a particularidade de Ricardo Camacho passar para a guitarra e Gabriel Gomes ocupar as teclas. O guitarrista convidado é Tiago Lopes. Grande momento! Senhores Ricardo, Rodrigo, Pedro e companhia, já editavam isto em DVD, não?


quinta-feira, setembro 04, 2008

It's a Kind of Magic (XVIII)

Há duas músicas de que não prescindo quando me falam da new wave britânica: Guilty e Never Again. Ambas são obras dos Classix Nouveaux, aquela banda cujo vocalista exibia orgulhosamente uma cabeça rapada, contrastando com os penteados que, naqueles tempos, se queriam extravagantes e multicoloridos. Para além disso, Sal Solo, assim se chamava (e chama) o senhor, era dono de uma voz ímpar, capaz de ir dos mais graves ao agudos sem dificuldade. É isso que podemos observar em Never Again, nesta actuação ao vivo no programa Måndagsbörsen, da televisão sueca. O vídeo que se segue é um momento mágico. Foi em 1982.



Momentos mágicos anteriores:
mike scott kim wilde wham milli vanilli bonjovi phil collins eurythmics new order duran duran bauhaus peter murphy band aid sabrina cure depeche mode sétima legião u2

terça-feira, setembro 02, 2008

Duel (VIII): The Monroes vs. Red Box - FINALIZADO

Os Monroes venceram o duel com os Red Box por 1 voto. Como num jogo de andebol, a coisa andou equilibrada, mas no final, a dupla norueguesa levou a melhor por 19-18. Obrigado a todos pelo vosso voto. Ah, eu votei Red Box!

A rubrica duel regressa, na sua oitava edição, com um confronto que, para muitos de vocês, pode ser desinteressante, mas que, depois de uma audição atenta das músicas ali na radio.blog (barra lateral) se pode tornar assim um bocadito menos desinteressante, quiçá até, giro. O duelo que se apresenta opõe os Monroes, dupla norueguesa que teve em Cheerio e Sunday People os seus maiores sucessos, e os Red Box, dupla inglesa que ficou conhecida pelas músicas For America e Lean On Me. As semelhanças entre as duas duplas não vão além do facto de virem do norte da Europa e de mostrarem, na foto, os respectivos vocalistas com a mão no queixo. Vamos lá eleger os vossos preferidos. Para ouvir e votar, já aqui ao lado. Obrigado pela participação!

sábado, agosto 30, 2008

Sétima Legião - Por Quem Não Esqueci (ao vivo)

Acabei de adicionar à página do QA80 no You Tube o vídeo de Por Quem Não Esqueci, registo ao vivo da actuação da Sétima Legião, no Pavilhão Carlos Lopes, em 1990. Mais um momento mágico da saudosa Sétima Legião, no dia em que o tarzanbaby completa 7 meses...

sexta-feira, agosto 29, 2008

MICHAEL JACKSON (50)

Se a pop tem em Madonna a sua muito legítima Rainha, temos de concordar que o título de Rei fica bem entregue ao sr. Michael Jackson. Esqueçamos as polémicas ligadas à sua transformação física, os escândalos mais ou menos escabrosos que imprensa revelou (ou inventou?), alguns actos de pura demência... Esqueçamos tudo isso e concentremo-nos na música e mais especificamente num álbum: Thriller (1982). Para muitos, temos aqui o momento musical mais relevante da década de 80, dividido em nove faixas de pura pop, soul e dance. Ninguém fica indiferente a canções como Wanna Be Startin' Somethin', Thriller, Beat It ou Billie Jean, hinos intemporais das pistas de dança que todas as gerações já reclamam como seus. E depois ainda há Bad (1987), segundo e último álbum do cantor na década de 80. Michael Jackson, o sétimo de nove irmãos, faz hoje 50 anos (13 dias depois de Madonna...). Para celebrar o aniversário, a editora Sony BMG lança no presente mês a colectânea King Of Pop, um conjunto de 30 canções que cobrem uma carreira que começou nos Jackson 5, na década de 70, e se estendeu, em termos de álbuns de originais, até 2001, com Invincible. Parabéns, Michael!

Para ouvir, Billie Jean (1982):

quinta-feira, agosto 28, 2008

EDDI READER (49)

Toda a gente sabe que não há história de amor perfeita (excepto a nossa), mas Eddi Reader e os escoceses Fairground Attraction levaram toda a moçoila inocente dos anos 80 a acreditar que sim. O single Perfect venceu o BRIT award para Melhor Single, em 1989, e ficou para a história como uma das mais populares e simpáticas, se assim podemos dizer, canções da década. Os Fairground Attraction duraram apenas dois álbuns, mas Eddi Reader seguiu em nome próprio uma carreira bastante regular. Sempre fiel às influências do jazz e da folk, a cantora e compositora lançou em 2007 o seu oitavo álbum de estúdio: Peacetime. Hoje, é dia de celebrar os seus 49 anos. Parabéns!

Para ouvir, Perfect (1988):

HUGH CORNWELL (59)

Pensar nos Stranglers sem o seu vocalista de sempre, Hugh Cornwell, dá direito a depressão. A voz deste senhor é demasiado marcante para admitirmos vê-los ao vivo hoje em dia sem a sua presença em palco. Durante a década de 80, ouvimo-la, a voz de Cornwell, em canções como Golden Brown, Skin Deep ou Always The Sun. Após abandonar a banda, Hugh Cornwell iniciou uma carreira a solo de edição regular, da qual o último exemplo é o álbum Hoover Dam (2007), que Hugh decidiu colocar no seu sítio oficial para download livre, tal como fizeram os Radiohead e os Nine Inch Nails. Numa altura em que se prevê a edição da sua primeira obra de ficção literária, ficamos a saber que Hugh tem 3 livros escritos: Inside Information (1980), sobre a sua passagem pela prisão por posse de drogas, The Stranglers - Song by Song (2001), sobre, obviamente a sua banda de sempre, e A Multitude of Sins (2004), uma autobriografia. Neste dia, Hugh Cornwell completa 59 anos. Parabéns!

sábado, agosto 23, 2008

Novo teledisco: TEARS FOR FEARS - Head Over Heels (1985)

O teledisco que se apresenta é uma das minhas músicas preferidas dos Tears For Fears. Head Over Heels faz parte do álbum Songs From The Big Chair e foi o 4º single extraído desse LP. Realizado por Nigel Dick, Head Over Heels mostra-nos a paixão de Roland Orzabal pela miúda da biblioteca (oh, quantos de nós já não tivemos uma paixão pela miúda da biblioteca... do museu... do pronto-a-vestir... da mercearia... enfim!), interpretada por uma modelo canadiana chamada Joan Densmore (não vale a pena procurarem-na na Net porque não vão encontrar nada). O rapaz que parece nas teclas e a tentar apanhar uns livros no final é Ian Stanley, músico que desempenhou um papel fulcral na composição do álbum SFTBC. Quanto a Curt Smith, o momento de maior destaque é quando dá um beijo na boca a um chimpanzé, que, como todos sabemos, são frequentadores assíduos de bibliotecas. Para ver, na barra lateral.

quinta-feira, agosto 14, 2008

Novo teledisco: MADONNA - Cherish (1989)

A dois dias do aniversário de Madonna, o QA80 traz aqui o teledisco de Cherish, uma canção que fez parte do último álbum da cantora nos anos 80 - Like A Prayer. Realizado por Herb Ritts - um fotógrafo dedicado ao preto-e-branco que foi o responsável pela foto de Madonna no álbum True Blue -, este teledisco constituiu um desafio para o fotógrafo. Quando Madonna lhe pediu que realizasse o teledisco, ele respondeu que era apenas um fotógrafo e não percebia nada de filmes. Madonna contra-argumentou: "Tens umas semanas para aprender." Convincente! Filmado em Malibu, na costa da Califórnia, este teledisco evoca sentimentos de liberdade e alegria, mostrando uma Madonna sorridente e molhada, na companhia de "sereios", que nadam graciosamente em câmara-lenta. É simples e é bonito. E a canção é uma delícia-pop. Para ver na barra lateral (já aqui ao lado, vejam, vejam!).
Três coisas que toda a gente sempre quis saber sobre este teledisco:
1. Um dos "sereios" é Tony Ward, antigo namorado de Madonna, que também entrou nos telediscos de Justify My Love e Erotica.
2. O grupo de "sereios" é nada mais nada menos do que uma equipa de pólo aquático de uma Universidade lá da zona. E pensavam vocês que eles existiam mesmo.
3. A estreia mundial deste teledisco deu-se a 28 de Agosto de 1989 na RTP... oops, desculpem, na MTV.

segunda-feira, agosto 11, 2008

Remixed'80s ou... "As aparências enganam..."

Sendo um confesso fã de remixes, encontrei, numa das minhas deambulações pela FNAC, um CD intitulado Remixed'80s, que prendeu a minha atenção, não só pelo preço convidativo - 7,95 - mas também pela listagem de músicas incluídas(*). "Eh, lá, isto cai que nem ginjas no leitor de CD do carro, quando regressar a casa", pensei eu, já a salivar. A capa do Cd também me atraiu, sendo mais sóbria do que a da maioria das colectâneas do género, e mostrando um gira-discos, elemento evocativo da época. A letra miudinha ainda se lê "Ultra Remixes of the Coolest '80s Grooves Ever". Cool. Sempre gostei da palavra "cool". "Este final de tarde chuvoso na estrada vai soar mesmo bem", pensei enquanto pagava. A desilusão foi tal quando coloquei o CD a tocar que temi pela segurança dos outros condutores na estrada. A coisa resume-se a isto: as canções não são interpretadas pelos artistas originais, sendo que as vozes que se ouvem, ainda por cima, tentam assemelhar-se àqueles, numa clara tentativa de enganar o ouvinte; depois, as letras são abreviadas, cortando-se pedaços de texto; finalmente, as canções estão remisturadas, refeitas ou retocadas, sei lá como chamar àquilo, num estilo assim a atirar para o techno-pista-de-carrinhos-de-choque. Em nenhum local do CD (produzido, já agora, na Argentina) somos informados de que não se tratam dos artistas originais. Numa palavra: horrível. Amanhã, voltarei à FNAC, com o meu talão de compra, para reclamar. E pelos vistos não sou só eu a ter esta opinião...
(*)
1. Let's Dance [The Stylish Post-Disco Mix]
2. Another One Bites the Dust [We Will House You Remix]
3. Sweet Dreams (Are Made of This) [No. On Mix]
4. Billie Jean [DJ's Choice Mix]
5. Need You Tonight [2005 Nyt Remix]
6. Take Me On [Sandy Parker Remix]
7. All Night Long (All Night) [Mix]
8. Safety Dance [2M Edit]
9. Strangelove [Strange Mix]
10. Bizarre Love Triangle [More Than 3 Remix]
11. C' Est La Quate [Cotton Groove RMX]
12. Love Is in the Air [Lov-E Remix]
13. Flashdance... What a Feeling [Ronan's Remix]
14. Big in Japan [Big Beat Mix]

sábado, agosto 09, 2008

Timbuk 3

I'm doing all right, getting good grades, the future's so bright, I gotta wear shades

Os Timbuk 3 surgiram em 1986, em Madison, Wisconsin (EUA), e eram compostos por três elementos: Pat MacDonald, Barbra K e um leitor/gravador de cassetes (aquele objecto popularizado nos anos 80 e avistado em muitas praias do nosso país, vulgarmente chamado "tijolo"). Pat e Barbra eram casados e faziam tudo (não, não é nesse sentido que estão a pensar): cantavam, compunham, programavam as sequências rítmicas, tocavam guitarra eléctrica e acústica, harmónica, baixo, violino, bandolim, harmónica,... O já referido "tijolo" assegurava a batida das músicas em concertos ao vivo desde que, claro está, um dos dois se lembrasse de lá introduzir a respectiva cassete.

Os Timbuk 3 pertencem ao extenso rol das one-hit wonders, tendo visto a luz da fama graças ao tema The Future's So Bright I Gotta Wear Shades, uma canção que, ao contrário das expectativas gerais, que viam aqui uma visão optimista do futuro, lançava um olhar cinzento sobre a era nuclear. O futuro brilhante não era mais do que o clarão provocado por uma explosão atómica. Os óculos de sol entram no domínio do irónico... Este tema fez parte do álbum de estreia do grupo, Greetings From Timbuk 3 (1986), e já foi utilizado em numerosas colectâneas. Foi com naturalidade que surgiu a nomeação Grammy para Best New Artist, em 1987 (ano em que ganhou Bruce Hornsby & the Range)


O grupo gravou ainda cinco álbuns, antes de encerrar a sua actividade, em 1995, numa altura em que já tinham incorporado mais dois elementos (o "tijolo" já não dava para tudo...). Ao que parece, o casal também se separou. Pat mudou-se para Barcelona, onde continua a gravar e editar (tem, inclusivamente, um disco de versões de músicas dos Depeche Mode: Strange Love: PM does DM). Barbra trabalha numa editora discográfica em Austin e faz parte de um grupo chamado Ghosts and Sparrows.

Façam o favor de ouvir:

sexta-feira, agosto 08, 2008

It's a kind of magic (XVII)

É por momentos como este que sou forçado a concordar que os U2 são (foram?) a maior banda à face da terra. A canção chama-se Bad, pertence ao álbum The Unforgetable Fire, e é aqui interpretada no concerto Self Aid, que decorreu em Dublin, a 17 de Maio de 1986. Estávamos em pleno boom de concertos de beneficência, e este, maioritariamente composto por artistas irlandeses, destinava-se a alertar para o desemprego naquele país. Esta interpretação de Bad mostra uns U2 em plena forma, evocando inclusivamente Elton John (Candle In The Wind, com letra adaptada) e Lou Reed (Walk On The Wild Side) no final. O vídeo que se segue é um momento mágico. Foi em 1986.

quinta-feira, julho 24, 2008

It's a kind of magic (XVI)

A Sétima Legião é, para mim, uma espécie de culto. Vi-a ao vivo uma única vez, no Coliseu do Porto, em inícios da década de 90 (com a primeira parte a ser assegurada pelos Diva), num dos concertos mais marcantes da minha vida. O vídeo que se apresenta a seguir faz parte dessa digressão, foi gravado em Lisboa e transmitido pela RTP 2. Não sei o que é preciso para se editar este concerto em DVD. Trata-se de um magnífico exemplo da música bela e pujante da Sétima Legião, com Ricardo Camacho, Pedro Oliveira, Rodrigo Leão, Paulo Abelho, Gabriel Gomes, Nuno Cruz e Paulo Marinho construindo um capítulo imprescindível da história de música pop portuguesa. Tenho-o numa velhinha cassete VHS, e resolvi convertê-lo para formato digital. Aqui está um excerto, a canção Sete Mares. O vídeo que se segue é um momento mágico. Foi em inícios da década de 90.

sexta-feira, julho 18, 2008

Festival Marés Vivas: Peter Murphy

Peter Murphy apresentou-se como o cabeça de cartaz (e era por ele que a maior parte do público ali estava) e correspondeu ao que dele se esperava dentro de um contexto de festival (o concerto foi mais curto do que todos queriam). Vocalmente irrepreensível, Murphy teve azar, já no final, quando o microfone falhou em She's In Parties. Foi apenas um pormenor, numa actuação enriquecida com Indigo Eyes e Crystal Wrists (que surpresa!), que não tinham sido tocadas em Novembro do ano passado.




Depois do concerto, ainda deu para ir até ao espaço de dança, onde a Soundfactory, através do seu Synergy DJ set, pôs os resistentes a curtir e a dançar ao som da música mais alternativa da noite.